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Expansão da indústria em maio tem menor nível em 7 meses, diz pesquisa

Expansão da indústria em maio tem menor nível em 7 meses, diz pesquisa

em São Paulo
03/06/201310h17

A atividade do setor industrial brasileiro desacelerou em maio pelo quarto mês seguido e o ritmo de expansão atingiu o menor patamar em sete meses, também com redução de empregos, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira (3).

O indicador compila os dados do setor industrial e de serviços em cerca de 30 países. Números acima de 50 pontos indicam expansão e uma leitura abaixo mostra contração da atividade.

Em maio, o PMI do instituto Markit caiu para 50,4, ante 50,8 em abril, mantendo-se pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pelo sétimo mês seguido.

De acordo com o Markit, cerca de 16% dos entrevistados relataram produção mais elevada diante de volume maior de novos pedidos, mas 11% mencionaram declínio.

\"A entrada de novos trabalhos aumentou pelo oitavo mês consecutivo, mas a taxa de expansão foi modesta apenas e a mais lenta desde outubro do ano passado. Os entrevistados da pesquisa comentaram que a demanda permaneceu sólida, mas algumas empresas relataram um aumento na competição por novos contratos\", informou o Markit em nota.

Além disso, os novos pedidos para exportação não registraram alteração, após a queda observada em abril. \"As evidências indicaram uma demanda tênue por parte dos clientes europeus\", trouxe o Markit.

Número de empregados tem queda
Diante desse cenário, o número de funcionários foi novamente reduzido em maio, no ritmo mais acentuado em nove meses, como reflexo das tentativas de redução de custos. Cerca de 4% das empresas monitoradas indicaram níveis mais baixos de emprego, enquanto 92% mostraram estabilidade.

Houve, ainda, segundo o Markit, indicação de capacidade ociosa pelas empresas do setor industrial no Brasil, com os pedidos dos trabalhos em atraso diminuindo pelo terceiro mês seguido em maio. A taxa de redução se acelerou, atingindo o seu ponto mais rápido desde novembro do ano passado.

Insumos
Apesar da desaceleração da produção, a quantidade de itens comprados pelos fabricantes para uso na produção aumentou em maio pelo sétimo mês, com cerca de 12% dos entrevistados citando aumento das compras de insumos.

Os custos dos insumos cresceram pelo 45º mês em maio, mas a taxa de inflação desacelerou, atingindo recorde de baixa de sete meses. Preços mais altos foram pagos especialmente por aço e plástico, de acordo com as empresas.

Os custos adicionais foram repassados aos clientes, com a taxa de inflação de preços cobrados ganhando força em relação a abril.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na terça-feira (4) os dados de abril da produção industrial brasileira. Em março, a atividade mostrou recuperação ao subir 0,7% frente a fevereiro, mas o resultado veio abaixo do esperado.

Apesar disso, a indústria registrou retração de 0,3% no primeiro trimestre deste ano, quando o Produto Interno Bruto (PIB) mostrou expansão de apenas 0,6% ante os três meses anteriores.

Mesmo diante da fragilidade da economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC acelerou o ritmo de aperto monetário na semana passada ao elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, para 8 por cento ao ano, numa decisão unânime que endurece o combate à inflação.

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/06/03/expansao-da-industria-em-maio-tem-menor-nivel-em-7-meses-diz-pesquisa.htm

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